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Friday, October 9, 2009

Singing in the happy hour at the mall


Depois de sair do Thiffany's (que alguns meses depois, fechou), fui convidada pelo Garoto para cantar no Riversides, um charmosissímo happy hour dentro de um shoping center - o Praia de Belas. Na verdade, ele fazia parte de um complexo, que incluía mais dois restaurantes, um pequeno e sofisticado e o outro, um "bastantão" chic.

Novamente, o horário me atraiu - das 19:30 até a meia-noite - apesar de que, inúmeras vezes, ultrapassamos esse horário, devido ao enorme sucesso da música, que segurava os etílicos clientes até mais tarde. Ainda bem que o shopping tinha um horário para fechar, caso contrário, sabe-se lá a que horas iríamos embora...

O grupo, no início, era um trio, com o Garoto, eu e o Everton Pires no baixo - essa formação não durou muito e logo o baixista era o Everson Vargas - mais tarde, entrou um batera - Ronie Martinez. Muitos músicos passaram pelo pequeno palco do Riversides, como o "dindo" Wladimir Lattuada e seu maravilhoso saxofone.

O público era formado por muitos advogados, já que que os Fóruns Trabalhista e Civil ficavam em frente ao nosso prédio - durante pouco mais de um ano, a casa estava sempre cheia e animada e éramos convidados para tocar em várias festas particulares.
Mas como nem tudo que é bom dura para sempre (nem o que é ruim, graças aos deuses), o Riversides foi vendido para uma empresa que não entedia nada de entretenimento - a AVIPAL - a música foi cancelada e, logo depois, todo o complexo foi desativado. Essa empresa entende bastante é de torturar galinhas, criando-as em condições desumanas e precárias, amontoadas aos milhares para obter uma poderosa produção de carne e ovos... bem, isso é uma outra história.



Ainda no quesito "noite", cantei algumas vezes na Casa de Cultura Mário Quintana, numa intervenção organizada pelo baixista Jorge Gerhardt e com a agradável companhia, ao piano, do Fernando Corona - grandes parcerias! Foram algumas noites tranquilas no belo espaço do Café Majestic, tocando e cantando um repertório muito especial. Fiz alguns outros trabalhos com o Jorge, que é especialista em montar rapidamente grupos de bons músicos para eventuais apresentações - todas as que participei até agora, foram grandes e produtivos encontros musicais!

A seguir: 22 anos com o Conjunto Melódico Norberto Baldauf

Friday, May 15, 2009

De noite, eu rondo a cidade...

Quem atua nos bares noturnos é obrigado a cantar, todas as noites, essa música - sempre aparece alguém pedindo e você, que não pode negar, entoa a melodia e recita as palavras do hino dos notívagos: RONDA!

Houve uma época em que jamais pensaria em trabalhar "na noite", cantar diariamente no mesmo lugar - achava um tédio e meio brega!
Mas o convite que recebi do maestro Garoto, com que já havia gravado muitos jingles, era para trabalhar num lugar muito chique e especial, o recém-inaugurado happy hour do Alfred Hotel (localizado na Senhor dos Passos, logo abaixo da esquina com a Otávio Rocha ).
Outro atrativo: o horário; começava cedo, às 19:30 e terminava também cedo, às 23 horas - depois do show, íamos ao restaurante do hotel jantar - Garoto (piano), Aluízio Veras (baixo) e eu, a lady crooner , apelido que recebi pela primeira vez numa crítica de jornal do Danilo Ucha e acabou "pegando"...
O Alfred também me vestia, sempre com roupas em vermelho e preto, que eram as cores do bar, com uma decoração sofisticada e cheia de glamour - o serviço, a música (preponderância de jazz), enfim, o padrão estrangeiro de casa noturna.

Durante dois quase anos, o Thifany's tornou-se referência de happy hour, na cidade - quem era "importante" ia lá!
Elói Celente trouxe muita gente interessante e/ou famosa para os charmosos assentos do bar - mulheres bonitas, personalidades, políticos, artistas (quem vinha fazer show na cidade, passou pelo bar para dar uma canja)... e muitas cantoras que invejavam minha posição.



As fotos que tirei, encomendadas por Elói, saíram em muitos assuntos, que ajudaram mais ainda a criar uma atmosfera elegante e legal do Thifany's: Foi um período bastante efervescente da minha vida, convivendo com um mundo que era novidade para mim: alta-sociedade , gente aquele com muito dinheiro e poder, famosos... apesar disso, não me deslumbrei e depois de um tempo, todo brilho começou a me cansar (assim como as pessoas também descobriram novos lugares para frequentar...). É verdade que mesmo as melhores coisas e situações acabam por atingir um ponto de saturação e isso sinaliza que é hora de mudar, de pular fora!













Um pouco antes de sair do Thifany's, fui procurada por Luiz Otávio, cantor do Conjunto Melódico Norberto Baldauf, me contratando para ser cantor-convidada em uma apresentação que eles fariam, marcando o reinício de suas atividades musicais.
Já tinha me prometido que "bailes nunca mais!", mas como seriam pouquíssimas apresentações, enfim, uma coisa muito leve, adorei ceder e comecei a ensaiar com eles.

Mal sabia que ficaria 22 anos cantando ao lado deles... mas isso é assunto para outros posts!