Wednesday, July 27, 2011

Diana Krall & Clint Eastwood - divinos!

Why should I care - cantada pela musa Diana Krall, faz parte da trilha de filme do Clint Eastwood (a letra da música é dele) - True Crime - vale a pena ver o filme também - o solo de sax é glorioso!


Saturday, July 23, 2011

Amy Winehouse, a supernova perdeu o brilho


Quando ouvi pela primeira vez a sua voz, lembrei de Janis Joplin. Depois, ao saber das loucuras, da dependência química, da agressividade e da língua solta, dos relacionamentos problemáticos e ao comprovar seu extremo talento, não pude dissociá-la de Janis. E agora, ela morre tão jovem, aos 27 anos (como Janis...), deixando-nos órfãos de sua voz.

Problemas com drogas tantas pessoas têm - hoje cada vez mais - porém quando isso está ligado a alguém famoso, assume uma enorme importância e muitos fãs chegam a achar que esse binômio (talento musical + drogas) é praticamente necessário! Ser "amado" por milhares de pessoas pode ser doloroso, quando, no fundo talvez quiséssemos ser amados verdadeiramente só por uma pessoa.

Extrema sensibilidade é uma carga difícil de carregar e a solução, muitas vezes, é fugir - cada um escolhe o seu recurso. Se ela escolheu o álcool e outras drogas mais pesadas para criar sua ilha da fantasia, quem sou eu para criticá-la? Só posso lamentar que essa escolha a tenha tirado daqui do planeta cedo demais (mas esse também é um pensamento egoísta, lamento pela falta que vou sentir de novas gravações que não irão mais existir).

Resta ouvir muitas e muitas vezes a obra que ficou.
E esperar que outras pessoas notáveis consigam encontrar o conforto do qual precisam em práticas que não as destruam... sejam estrelas que não explodam com seu próprio brilho!

Wednesday, July 13, 2011

Dia Mundial (ou Internacional) do Rock

Em 13 de julho de 1985, Bob Geldof organizou o Live Aid, um show simultâneo em Londres na Inglaterra e na Filadélfia nos Estados Unidos. O objetivo principal era o fim da fome na Etiópia e contou com a presença de artistas como The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits,Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black Sabbath.

Foi transmitido ao vivo pela BBC para diversos países e abriu os olhos do mundo para a miséria no continente africano. 20 anos depois, em 2005, Bob Geldof organizou o Live 8 como uma nova edição, com estrutura maior e shows em mais países com o objetivo de pressionar os líderes do G8 para perdoar a dívida externa dos países mais pobres erradicar a miséria do mundo.

Desde então, o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock (ou Dia Internacional do Rock). (Wikipédia)

Independente de ter uma data especial para comemorá-lo, todo dia é dia de rock!

Abaixo seguem imagens de alguns dos roqueiros (e roqueiras) que me encantam há décadas - talvez nem todos enquadrem-se nesse rótulo, porque, na verdade, rock é uma palavra difícil de definir: é mais do que ritmo, gênero musical, é um estilo de vida... Portanto, cada um crie a sua galeria e, que fique bem claro, a minha é apenas uma amostra...


Rita Lee - a legíitma roqueira nacional!


The Beatles - o mundo ficou diferente depois deles - gostando ou não da música que faziam, temos que admitir que eles deixaram o mundo mais rocker!


Sting e o fabuloso The Police!




Deborah Harry, líder da banda Blondie!


Fito Paez e o Circo Beat!


Erasmo Carlos, na ativa ainda, gravando com Arnaldo Antunes (Kamasutra)!


Red Hot Chili Peppers...


... and last, but not least, a banda cover do RHCP, Organic!

Thursday, February 24, 2011

Burlesque

Não sou muito fã de filmes musicais (apesar de amar música e cinema), mas acompanhei minha filha adolescente para assistir a Burlesque, onde atuam as estrelas Cristina Aguilera e Cher. Já fui avisando: "se for chato, vou dormir..." e ela: "tá mãe, só não ronca!"
Para minha surpresa, as cenas iniciais me conquistaram e fiquei atenta e emocionada até os créditos finais.
Mais tarde, li inúmeras críticas sobre o filme e todas elas o queimavam sem dó nem piedade. Tive certeza que é melhor não ler críticas antes de ir verificar pessoalmente um trabalho artístico - certamente, perderemos várias e prazeirosas oportunidades!
Aguilera e Cher fazem o que deve ser feito com seus personagens: cantam, dançam, interpretam sem achar que ganharão o Oscar do século.

Vou rebater alguns dos comentários da "crítica especializada":

A história é cheia de clichês: aos clichês, prefiro denominar "uso de arquétipos", isto é, lá estão a vilã e o vilão, a mocinha (Cinderela), a protetora, o herói, o amigo de todas as horas... os contos de fada usavam essa receita e estão vivos até hoje.

Cher tem pouca participação (além de ser canastrona) e canta apenas duas canções: Cher é uma diva e tem que agir como tal! A atriz que tem que mostrar seu talento exaustivamente é Aguilera, para Cher é o momento de comprovar que é um mito. Conservadíssima (sabe-se lá à custa de quantos procedimentos estéticos...) e magnética, Cher brilha, apesar da inveja de outras mulheres que não ousam cometer as mesmas loucuras!

O filme copia inúmeros outros, como Moulin Rouge: não existe mais nada original sobre a face da Terra, tudo que é criado tem no seu interior pedaços de outras criações, tudo está entrelaçado. E apesar de ter temática, cenários e situações similares, cada obra é ímpar.

Belas canções com brilhantes interpretações, coreografias fantásticas, cenários deslumbrantes, drama, humor e muita fantasia, que cinema também existe para embalar nossos sonhos mais secretos!

Monday, January 3, 2011

Adeus, Geraldo Flach!


Morreu hoje, vitimado por um câncer, o talentoso músico Geraldo Flach.
Guardo boas lembranças da nossa convivência, musical e pessoal, nos anos 80.
Depois, por não trabalharmos mais juntos, houve o natural afastamento, sendo que algumas vezes nos encontramos em bares noturnos.
Fica guardada no meu coração a música sensível que ele produzia, seu sorriso tímido, sua liderança leonina e os bons tempos de A Voz do Brasil.

Boa viagem, caríssimo!

Saturday, November 13, 2010

Corujice?



Dizem que a mãe ser fã do filho é a mais desavergonhada manifestação de corujice!
No meu caso, estou certa de que posso manter um julgamento isento de pieguice e sentimentos fofos - Gabriel é um excelente músico e ponto.
Dono de grande musicalidade e ecletismo, consegue tocar em bandas com diferentes repertórios e ideologias, sendo que a maioria dos músicos fica represado num estilo. Não questiono aqui um ou outro, apenas considero a independência uma qualidade.
Além de baterista, toca contrabaixo e canta e acredito que se quiser experimentar outros instrumentos, consiga se dar bem, porque é bastante focado naquilo que persegue - e a música é o foco central da sua vida.
Lembro que quando ainda era um pivete, me passou uma fita com uma gravação onde tocava bateria e depois de ouvi-la duas ou três vezes, duvidei que fosse ele, achei que fosse uma brincadeira... não acreditei que aquele "projeto de gente" estivesse tocando como um adulto experiente! Parecia muito com o jeito do pai dele tocar e, certamente, deve ter havido bastante influência.
Foram muitos anos, muitas bandas, muita andança pra lá e pra cá, muitos shows assistidos apenas pelos amigos de fé (coisa comum em Porto Alegre...). Até que um dia surgiu uma possibilidade de voar mais longe, de buscar experiência diferenciada, longe do ninho.
Acho que esse é o principal ganho obtido quando se viaja para o estrangeiro: ficar longe do contato com a zona de conforto e aprender com o salto no escuro.
Como amiga (mais do que como mãe) fico feliz que ele tenha conseguido adicionar essa experiência à sua carreira. Atuando com a banda Organi'c, de São Paulo, na companhia de músicos talentosos, a viagem para o Leste europeu é uma bagagem de peso.

Tá bom, muitos leitores desse post devem estar emitindo pequenos sorrisos complacentes sobre o teor do meu texto, mas posso sobreviver a isso... hehe... coloco o trabalho de Gabriel Mohr no mesmo nível do trabalho de outros músicos que aqui citei e apreciei.
Que culpa tenho se ele também é meu filho... agora, o sorriso fica por minha conta.

Quem quiser conferir, assista aos videos:

Monday, November 8, 2010

Ana Mazzotti

Quem foi músico no RS, na década de 70, certamente conheceu o talento de Ana Mazzotti, cantora, instrumentista e compositora. Nascida em Caxias do Sul, vivendo muito tempo em Bento Gonçalves, foi líder do Conjunto Desenvolvimento (uns dizem que a grafia correta era Desenvolvymento) que animava bailes pelo Estado, ao lado do marido, o baterista Romildo. Os fãs também devem lembrar dessa preciosidade.
Eu estava começando a cantar em um conjunto e ouvia todos os músicos falarem do talento dela: era um modelo para cantoras iniciantes, timidamente despontando nos palcos de Porto Alegre...
Infelizmente, foi pro andar de cima muito cedo (em 1988, no auge da caminhada) e seu trabalho ficou resumido na gravação de 2 LPs - o Ana Mazzoti e Ana Mazzoti Ao Vivo - Festival de Verão do Guarujá 82.
Compôs música para Chick Corea, que a convidou para uma turnê pelos EUA; infelizmente não pode realizar essa viagem, pois faleceu: Grand Chick - maravilha que pode ser vista e ouvida nesse registro do youtube.




Depois de assisti-lo, acho que pode ser comprovado o seu potencial - voz incrível (lembra a sonoridade da voz de Elis), domínio do piano, balanço, jazz e pulsação.
Se aqui estivesse agora, certamente, seria uma estrela!