Tuesday, February 24, 2009

Sobre Bach e composição 2


No decorrer do tempo, a distância entre as fontes diminui.
Beethoven não precisou estudar tudo o que Mozart estudou; Mozart nem tudo o que Haendel; Haendel nem tudo o que Palestrina - pois cada um deles havia absorvido verdadeiramente o conhecimento dos seus predecessores.
Mas há uma fonte que, inexaurívelmente, proporciona novas idéias: J. S. Bach.


Robert Schumann - 1810-1856

Sobre Bach e composição


Bach é como um astrônomo que descobre as mais maravilhosas estrelas através dos números.
(...) Eu não vôo tão alto. Há muito tempo decidi que a alma e o coração do homem serão o meu mundo.
É aí que eu procuro as nuanças de todos os sentimentos que transfiro para a música da melhor forma que me é possível.


Frédéric Chopin - 1810-1849

Friday, February 13, 2009

Leila Pinheiro




Leila Pinheiro canta Verde, acompanhada por Cesar Camargo Mariano e Wilson Nunes, em 1986.

Friday, January 9, 2009

Maysa, a gata transgressora



Impossível não comentar a minissérie sobre a vida de Maysa, transmitida desde segunda-feira pela Globo; muitos criticam que os fatos estão sendo "romanceados", mas nada mais coerente para o roteiro de uma série ou minissérie, já que fatos reais são encontrados em documentários - e, às vezes, nem neles encontramos a "pura verdade"...

Maysa é uma das personagens da minha infância: me atraía ela ser uma mulher diferente daquelas que pululavam no meu universo - senhoras recatadas, donas-de-casa, que não fumavam nem bebiam e, obviamente, não tinham vida profissional (apesar de que deviam sonhar com uma carreira glamourosa como a das artistas do rádio e da tv...). E, além de toda essa transgressão, ela cantava... e muito bem! E eu, que amava a música e queria ser cantora, via nela uma estrela inatingível, um ser irreal que morava num conto-de-fadas.

Admirava suas fotos nas páginas da revista O Cruzeiro, onde também haviam imagens de mulheres de biquíni em Copacabana... No Rio de Janeiro e São Paulo, cidades cosmopolitas, ser boêmia e cantora não agredia tanto aos costumes como na pacata Porto Alegre (RS), cidade sulista de tradições machistas e conservadoras; quando observava aquelas fotos, entrava num outro mundo, brasileiro mas tão distante quanto a Lua.

Mais tarde, ficando a par do seu sofrido dilema entre escolher a carreira ou a família (como acontece com tantos artistas) e já sendo cantora, passei também por essa escolha que dilacera nossos sonhos em pedaços dicotômicos: viajar para o eixo-Rio-São Paulo onde tudo acontecia (ainda não é assim?) ou me conformar com uma caminho sem estrelato que me permitiria ficar ao lado dos meus filhos?
Pensei que já tinha essas questões resolvidas e adormecidas dentro de mim, mas ao assitir à história de Maysa, percebi que debaixo das cinzas ainda ardia uma pequena brasa: com teria sido a minha vida se tivesse aceito as propostas, partido para tentar o sucesso e deixado as crianças para serem criadas pelos meus pais?
Não tenho as respostas, só posso conjecturar; mas na telinha, Maysa, já famosa, sofre ao ver seu ex-marido e o filho, abandonados por ela, recomeçando uma vida familiar com outra mulher... Nesse momento, ela gostaria de ficar com todas as cartas do jogo, algo impossível, pois jogando temos que escolher e pensar nas melhores combinações, o que nem sempre nos leva a triunfar ou encontrar a tal da felicidade.

Talvez por isso, ela fosse tão infeliz, por não poder seguir todos os caminhos ao mesmo tempo, por ter que optar e perder... ela não gostava nada de perder, de não ser a primeira e a melhor, a insubstituível...

Talvez por esse motivo agredisse tanto a si com os vícios do cigarro e do álcool, que a faziam fugir de seus problemas mas acabavam levando-a para outros, criados pelos excessos e o desgaste. Teria ela protagonizado tantos escândalos se não estivesse sempre bêbada? Penso que não. Billie Holiday, Janis Joplin, Amy Winehouse (citando apenas algumas), mulheres talentosas e criativas que se machucaram propositalmente, como se estivessem em busca de um castigo constante, de uma punição que talvez lhes desse sossego (ou somente a morte poderia consegui-lo?).

Trabalhar em bares noturnos, cantar, beber, fumar, dormir tarde e acordar com o sol a pino, desgastar o corpo e o espírito, achar que tem muitos amigos mas não poder confiar em ninguém: é como andar pelos subterrâneos do inferno; não que isso tenha uma conotação com o Mal, mas relaciona-se com aprender por caminhos tortuosos (Perséfone é raptada por Hades para viver nos subterrâneos, no mundo dos mortos e vai, aos poucos, perdendo sua fertilidade e brilho).



Maysa me faz pensar também no grande ego dos artistas. Possivelmente, os que mais se destacam são os que conseguem carregar o seu o mais inflado possível, pois ante tantos obstáculos, como a competitividade e o transcorrer implacável do tempo, é esse ego desproporcional que os sustenta.
Ego excêntrico - ele acaba te levando para a luz dos holofotes - seja por motivos louváveis ou por lamentáveis acontecimentos.

Sunday, January 4, 2009

Passagem do tempo


“A voz muda com o passar do tempo e eu peço sempre a Deus saúde, o resto é resto. Eu sei que eu não tenho mais a mesma voz de 20 anos atrás, mas hoje eu sei usá-la melhor do que há 20 anos atrás".

Simone Bittencourt de Oliveira - 2005


Simone nasceu em 1949, portanto acabou de completar, no último Natal, 59 primaveras.

Wednesday, December 17, 2008

Saturday, December 6, 2008

Promoção

















A cantora norte-americana Cher, de 61 anos, admitiu, em uma entrevista com a apresentadora de televisão Oprah Winfrey, ter mantido um romance com Tom Cruise em meados da década de 1980, quando o ator tinha 23 anos.
A diva fez confidências sobre a "longa noite" que passou ao lado do ator mauricinho.
Cher, que está no meio da promoção de seu próximo espetáculo em Las Vegas, disse que os dois "poderiam ter tido um grande romance, porque eu estava louca por ele."
Segundo a artista, a relação com o ator, que agora tem 45 anos, teria continuado se não fosse pelas exigências de suas respectivas carreiras.


Cher, 2008

Outra que apela para aventuras sexuais do passado a fim de chamar a atenção para a carreira em fase obscura...